skip to main | skip to sidebar

José António Barreiros

A partida

O Governo ganhou já a partida, impondo ao país forense o Código que lhe apeteceu... [Patologia Social].
Escrito em sexta-feira, dezembro 28, 2007
Enviar a mensagem por emailDê a sua opinião!Partilhar no TwitterPartilhar no FacebookPartilhar no Pinterest
Mensagem mais recente Mensagem antiga Página inicial

Trabalhos de reconstrução

Chamo-me José António Barreiros. Nasci em 1949. De vez em quando reformulo este blog que criei em Fevereiro de 2006. Começou por ser o único lugar onde escrevia, aos poucos foi-se tornando numa espécie de memória do que vivia. Para além disso, na lateral fiz constar a actualização dos blogs que subsistem ante os vários que criei e uma explicação da razão de ser de cada um. A diversidade não é um dom, sim uma tragédia que se tenta viver com ironia como uma farsa, cómica menos o parecer em excesso ridículo pelo horror ao banal, trocando tristeza por carinho.
Toda a biografia é uma ficção em que o autor é intérprete da sua personagem. É este o teatro da vida. Por isso esta escrita neste local não tem a vaidade de ser uma auto-biografia, pois para tal era necessário ter grandeza. É apenas um caderno de apontamentos de viagem. Alguns dos textos vieram do fundo das gavetas da memória, já escrita.
À medida que leio o que os outros escrevem sobre os defeitos alheios sinto pudor em não contar os meus horrores. Ser são, naquele sentido em que a decência de alma conta, tem sido uma processo diário de luta contra a adversidade, a começar pela interior, tantas vezes posta à prova.
Tomara que não existisse a íngreme vereda do desnorte a precipitar a queda, a parede gélida a que encosto a cobardia da indiferença. Seria como tantos herói na planície soalheira e bondosa em que os vejo viver. Loquazes, pontificais.
Aos 70 anos peço à vida a generosidade de me permitir encontrar modo de reparar o mal que à vida fiz.
Talvez por isso tenha mudado o perfil que acompanhou este espaço privado: a necessidade de nascer por mais algum tempo.

Porquê o plural na unidade?

Não sendo um desdobramento de personalidade, nem uma heteronímia, a pluralidade de blogs só pode ser a arrumação do meu ser em várias gavetas, uma tentativa de ordem no caos, e, afinal, tão incertos e irregulares como a própria vida. Alguns passam meses sem uma linha, como seres, afinal vivos, em hibernação.
Alguns são óbvios pelo título, como os que dedico escritores como Irene Lisboa, Maria Ondina Braga, Clarice Lispector e Afonso Lopes Vieira. De outros infere-se o motivo pelo nome, como A Revolta das Palavras, onde fala o cidadão, preocupado com o destino da Nação que para si é Pátria e está hoje à mercê do Estado, ou o Patologia Social, onde escreve o jurista, não o Advogado, pois esse tem o dever de reserva e não se serviria deste lugar como bancada de pretório nem como esconso de lobby.
Há blogs que resultam do meu envolvimento com a Literatura e com as leituras em geral, como aquele que se chama com parte do meu nome, o António Rebelo da Silva, ou A Fantástica Livraria - lugar de alfarrábios.
Outros são escrita própria, como A Velha Mansarda, diário ficcional de uma criatura que poderia ser um outro eu, ou As Muralhas do Silêncio, ou o Passeio pelo Parque, que oscilam entre a prosa poética mais extensa ou o pequeno apontamento como se de pequena crónica se tratasse.
Criei um blog por causa do meu envolvimento na escrita sobre a guerra secreta em Portugal (1939-1945), o 24 Land, que depois deu em site e está aqui, ou sobre o esotérico, como O Culto do Oculto, ou sobre a lei do eterno retorno, razão da vida e do renascer envelhecendo como A Reciclagem do Ser.
A Espantosa Língua é um blog de surpresa ante uma língua, a nossa, que não pára de nos abismar à medida que a conheço. A Geometria do Abismo, dediquei-o à filosofia portuguesa. Acrescentei outro para a minha leitura da obra de Dalila Lello Pereira da Costa.
A nova faceta deste blog começou quando criei, como lugar biográfico dois blogs: um, a que chamei O Ser Fictício, que é afinal o interior do ser real, outro, A Provisória Translação, em que iam surgindo, esparsos, momentos do que vi viver. Talvez se tenham esgotado na intenção.
Claro que há mais. Como me atrevi a editor houve um que não listei na lateral, talvez por pudor, o Labirinto de Letras, que teve site próprio, aqui e que, entretanto, encerrei, .
A multidão de blogs gera a ilusão de frequência reiterada e de tempo ilimitado. O real mostra que assim não é. Escreve-se como se vive, com intermitências e arranques, letargias e tempos de espera.
Tive blogs que apaguei, por raiva ressentida, por dor sincera, sem razão. De alguns ficaram sobejos recolhidos como sacos em armazém à espera de um dia.

Siga este blog por email

Facebook

Tenho uma página no FB aqui.

Subscrever

Mensagens
Atom
Mensagens
Comentários
Atom
Comentários

Os meus blogs

  • Patologia Social
    Advogados! Directiva ECN+: prazo prorrogado - A Autoridade da Concorrência informa: «O prazo da consulta pública relativa ao anteprojeto de transposição da Diretiva ECN+ foi prorrogado até ao dia 15 d...
    Há 1 dia
  • A Fantástica Livraria
    A alma de uma grande escritora - Segurei-o com o cuidado devido para que a lombada não partisse e as folhas amarelecidas não se desconjuntassem, afinal com a delicadeza que me irmanava co...
    Há 5 semanas
  • Afonso Lopes Vieira
    Anarquia sentimental - Parece episódica e diria espúria e para muitos insólita a vertente anarquista de Afonso Lopes Vieira, assumidamente monárquico e próximos dos do Integrali...
    Há 1 mês
  • Dalila
    A ressurreição do passado - A gentileza do Pedro Teixeira da Mota permitiu-me encontra este opúsculo, publicado em 1982, a seguir ao livro *Os Jardins da Alvorada* - pelas Edições No...
    Há 1 mês
  • 24 LAND
    SITE - *Este blog encerra aqui. No futuro consulte o nosso site [em construção] aqui* *+* *This blog ends today. Please see our site [in progress] here*
    Há 3 meses
  • Irene Lisboa
    Eugénio sobre Irene - Leio a entrevista que Eugénio Lisboa concedeu ao *JL* desta semana. E pergunta-lhe Luís Ricardo Duarte: «Que autor gostaria de ver mais valorizado hoje em...
    Há 4 meses
  • Maria Ondina Braga
    Tempo de confissão - Ainda a SEMA, agora a n.º 4, o texto de Maria Ondina Braga e o desenho de Margarida Madaíl. «Querida Isa: Invento-te aqui, agora, às onze e meia da noite...
    Há 5 meses
  • Clarice Lispector
    Um outro e novo ivro - Nunca se tem todos os livros de todos os escritores, nem todos os livros de escritor de quem se julga, por tanto gostar, ter tudo quanto publicou. Humilde...
    Há 5 meses
  • A Velha Mansarda
    Excerto de tempo - Abatera-se o cansaço e com ele o desalento. A vida parecia condenada ao confinamento, a liberdade de querer restringia-se àquele recanto em que revivia o ...
    Há 6 meses
  • O Culto do Oculto
    Equação de incógnitas - A transcendência é inquietação e quietude. Indefinível por natureza, conceito inapreensível por aqueles que de tudo querem a posse. Em alguns, surge da ago...
    Há 1 ano
  • Portugal & Galicia
    Todo o Portugal é galego - Comecei a ler, como amiúde faço, pelo meio, com surtidas às folhas do início, depois a percorrer na íntegra uma entrevista, concedida pelo autor, em 1932,...
    Há 1 ano
  • A Provisória Translação
    69 anos depois - Há um tempo real e o do calendário, o do relógio. Tendencialmente estes dois são o tempo do Cosmos, suas fracções. A irrealidade decorre, porém, de não sab...
    Há 1 ano
  • Geometria do Abismo
    Viva, sempre viva! - Fui juntando quantos livros seus conseguia e faltam tantos. Soube agora, casualmente, pela *Capela Arraina*, que lhe foi conferido o título académico de d...
    Há 1 ano
  • A Revolta das Palavras
    Regresso às origens! - Comecei a minha vida no ciberespaço precisamente aqui na *Blogger* e com este blog. Hoje o mundo das redes sociais desdobra-se em variantes múltiplas. O f...
    Há 1 ano
  • António Rebelo da Silva
    Casa arrumada - Decidi-me hoje. Mantinha dois *blogs* com notas de leitura, ambos criados em 2009. Um, este, que tem como título parte do meu nome - o que por vezes foi ...
    Há 1 ano
  • O Mundo das Sombras
    Traição a Salazar - Escrevi este livro. Chegou-me agora conhecimento deste trailer sobre o mesmo. Gratidão ao seu autor.
    Há 2 anos
  • A Janela do Ocaso
    Dr. Fischer e Franz Schubert - Foi neste blog, no dia 13 de Julho de 2005 que comecei a escrever sobre livros, os que lia, os que gostaria de ler. Depois criei um outro espaço que é part...
    Há 3 anos
  • Passeio pelo Parque
    O "aggiornamento" dos clássicos - Já tinha visto isto há tempos e tinha-me disso esquecido. Andrés Trapiello decidiu-se a "traduzir" para castelhano actual o Don Quijote. Miguel Cervantes...
    Há 3 anos
  • O ser fictício
    O tempo e o sussurro - Acordei rompante de alegria e ronronante de preguiça. E estava frio, muito frio. E diz o calendário que acaba o ano e na rua, ao Sol, os humanos locomovem...
    Há 4 anos
  • Espantosa Língua
    A fonética e uma revolução social - A foto vinha no muito interessante suplemento de fim-de-semana do *Jornal de Negócios*. Os portugueses chamavam-lhe foneticamente os gelados "Esquimó", m...
    Há 5 anos
  • As Muralhas do Silêncio
    O Encontro - Em qualquer momento a criatura, olhando-se reflexamente, surpreende-se ao descobrir, como se ante a maravilha e o espanto no outro a sua própria evidên...
    Há 7 anos
  • And then went down to the ship
    Vae victis! - Ao horror dos campos de concentração nazis junta-se agora a vergonha escondida do que sucedeu depois, do lado dos "bondosos" Aliados. Liberta das mordaças...
    Há 7 anos
  • A Reciclagem do Ser
    O florir da vida - Surgido como se de um pesadelo, não é a ideia do fim mas do findar-se, o degradante exercício de como encontrar dignidade da indignificação que nos perse...
    Há 9 anos

Total de visitas