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* Mas não julguem haver nisto um instante de profundidade da epistemologia do tu, onde apenas há um boçal pormenor da ontologia do eu... [O ser fictício].
* Consegui um quarteirão depois um lugar para estacionar. Regressei ao local da surpresa, agora a pé, o passo estugado, os automóveis ainda atulhados na rua, sem paciência: uma livraria, palacete aristocrático de alfarrábios, lar de edições esgotadas, asilo de livros em segunda-mão... [A Janela do Ocaso].* O Manuel Villaverde Cabral disse há momentos num programa que quase nunca vejo, que «o Presidente da República se tornou o número dois do Governo», com a compreensão da «esquerda complacente»... [A Revolta das Palavras].
* Pobre Amadeo, que aos trinta e um anos se foi desta vida e a cujos quadros muita da negligência familiar se foi, desprezando-os... [Geometria do Abismo].* É assim o começar dos revoltados mansos, conformados primeiro com a surdez alheia e lentamente com a sua própria mudez.... [A Janela do Ocaso].* À vista nada de enxergava, salvo as mesmas cadeiras de barbeiro, as paredes forradas agora de ladrilho branco pintado em estilo cubista... [regresso ao esquecido O Catador de Histórias].
* Mas isso, o que poderia ter sido, foi tudo há muitos, muitos anos, quando, a gatinhar na comarca de Sintra, ainda podia escolher... [Patologia Social].* Vinha a ler essa folha, precisamente quando a lembrança surgiu... [A Janela do Ocaso].* Hoje, um sábado frio, ela morta, eu ainda por aqui, leio-a, folheando-o, como se na ânsia de a encontrar, um dos seus livros... [Maria Ondina Braga]. * Há quem não goste do José Gomes Ferreira por causa do primarismo militante em que por vezes, incomodados, o surpreendemos, ele cuja subtileza irónica lhe deveria exigir mais da inteligência... [O Ser Fictício].
* Há na curva da estrada um local único, por onde circulam, velozes, os automóveis da indiferença em que a vida se tornou... [A Janela do Ocaso].* Acho genial a ideia que subjaz a este modo de narrar os 3-0 de ontem. Até eu, que não sei nada de futebol, vibro em clamor verde-rubro... [A Revolta das Palavras].
* Como nós na língua portuguesa temos uma relação difícil com as formas verbais reflexas.... [A Janela do Ocaso].* Eu acredito no destino que nos tece a cadeia da união que nos enlaça... [A Geometria do Abismo].
Hoje, domingo, não existo. Pura e simplesmente. Em lugar algum. Soube há pouco que, entretanto, anoiteceu.
* (...) tu és um gajinho de "dentro" do sistema que, ainda que os "magistrados" façam as maiores tropelias, tu não te opões (...) [comentário anónimo e insultuoso à minha pessoa, curiosamente feito agora, na Patologia Social].
* Tal como os velhos que repetem, sem darem conta, a mesma história, eu, recluso neste interior sombrio do cárcere das obrigações, dou comigo a rever o dito, a recontar o escrito... [A Janela do Ocaso].
* Um anónimo resolveu afixar aqui um texto firmado por um jornalista que está a ser inquirido como testemunha num processo em que tenho intervenção e no qual se pronuncia sobre esse processo, sobre a sua prestação e sobre a minha pessoa... [Patologia Social]. * A leitura da folha oficial ainda vai proporcionando momentos de bom humor... [A Revolta das Palavras].* Há no acto de espirrar adulto a expressão dos nossos recalcamentos, de tudo quanto contemos e do tanto que nos limitamos.... [A Janela do Ocaso].
* «Diz-me um segredo, mantem-me acordada».... [A Janela do Ocaso]. * Há na estilística do português um uso indeterminado do pronome possessivo... [Geometria do Abismo].* Na batalha de Somme, na Primeira Guerra Mundial, numa só batalha, morreu um milhão de pessoas... [A Revolta das Palavras].
* Continuo a ler, aos poucos, os diários do José Gomes Ferreira. Claro que não é a «Memória das Palavras»... [A Janela do Ocaso].* Quantas vezes me revejo, ao lê-la, nessa sua escrita singular, naquele modo de se viver só, ainda que não sozinho... [Maria Ondina Braga]
Não sei porquê mas não consegui colocar aqui ontem, sábado, o que andei a escrever durante esse dia. Ou talvez pior: consegui, mas não sei porquê o sistema apagou-mo. Talvez seja um sinal simbólico do acaso! Por isso aqui vim domingo a colocar tudo com data de sábado. Sobrevivi um dia, em literatura!* Entre algumas banalidades, genialidades e trivialidades, está ali a ideia de que o «o amor é eterno enquanto dura»... [A Janela do Ocaso].* Um blog é um espaço que cumpre o espaço dos antigos pelourinhos... [A Janela do Ocaso].* O exemplo podia ser o escrever «a sua vida», em vez de «a vida dele». Cheguei a casa com a ideia na cabeça... [O Ser Fictício].
* Ensarilhados, porém, os ágeis corpos no curto espaço, frutos sumarentos numa trituradora, por momentos parecia que se desintegravam... [hoje voltei a este velho blog, quase perdido, totalmente esquecido, O Catador de Histórias].* Acordei, com os amigos desanimados... [A Janela do Ocaso].* Um ser assim deveria viver em prosa e proibir-se a poesia, anular em si os sentimentos, trocar enfim, definitivamente, o coração pela cabeça... [A Revolta das Palavras].
* Agradeço ao anónimo, cujo post eu apaguei, porque chama «paneleiro» a um e «múmia» a outro, que quanto à minha pessoa tenha tido a gentileza de dizer apenas que eu sou um «mau advogado», pois «nem sei defender os meus clientes». Vá lá! Ao menos isso, pois podemos estar de acordo. Eu diria mesmo, totalmente de acordo! Em matéria de advocacia não sou mau, sou péssimo! Ando nisto porque, nesta idade, não consegui aprender a fazer melhor... [comentário a um comentário anónimo em A Revolta das Palavras].
* Para mim, não há pessoas com estrelas amarelas ao peito com as quais esteja proibido de falar, ainda que seja para os criticar asperamente, ou para lhes agradecer a amabilidade da referência... [A Revolta das Palavras].* Hoje, talvez por ser véspera do dia de finados, lembrei-me do Mozart que foi enterrado num vala comum. Diz a lenda que, por chover muito, nem os amigos chegaram ao cemitério, apenas um cão lhe prestou a honra dos vivos... [O ser fictício].
* Não tem a ver com o Dr. Gomes Dias, pessoa que mal conheço. Tem a ver sim que o evitar o vexame de o titular de um cargo tão fundamental como o de Vice-PGR não passar à primeira nem à segunda e só conseguir chegar ao lugar por prescrição aquisitiva, começando logo diminuído com isso... [comentário a um post da «Câmara Corporativa»].
* Hoje, domingo, acordei com a hora mudada... [A Janela do Ocaso].* Meus queridos Colegas de profissão, fica escrito, e não se volta ao assunto: eu não sou candidato a lugar algum na Ordem dos Advogados... [Patologia Social].* Como se sabe, o candidato a Vice-PGR, que o PGR apresentou ao Conselho Superior do Ministério Público, foi chumbado por 9 votos contra 8. Vai daí, o PGR prepara-se para tornar a levar a votos o mesmo nome, para ver se desta vez o candidato passa... [A Revolta das Palavras].
* Não sei como, mas ainda consegui estar ontem, ao fim da tarde, no Centro de Trabalho do Partido Comunista Português, onde as edições «Avante!» lançaram um livro comemorativo dos 70 anos da abertura do Campo Prisional do Tarrafal, para cuja apresentação fui convidado.... [O Mundo das Sombras, de novo em marcha].
* Leio isto, olho pela janela e vejo que chove a cântaros. Somos um país de ironias, o fatalismo do triste fado a música dolente do nosso trautear mental... [A Revolta das Palavras]. * São assim, silenciosamente disponíveis, nossos amigos, os livros... [A Janela do Ocaso].
* Hoje acordei com um jornal a dizer que havia um movimento «transversal» nos meios jurídicos para eu me candidatar a Bastonário da Ordem dos Advogados... [Patologia Social]. * O grotesco, a sátira burlesca anima os sentimentos mais incivilizados dos cidadãos, a TV está cheia de tipos carregados de empáfia, de pensamento vadio e ideias desconexas a mandarem «bocas» sobre tudo e as botas como diz o povo!... [comentário a uma observação amigável a um post na A Revolta das Palavras].