A saudade transfigurada

* Lembro-me disto, felizmente ainda a tempo, neste momento em que estou a pensar ir dar uma volta, talvez a São Pedro de Moel... [A Janela do Ocaso].

Finalmente, feriado!

* Com a oposição e seus licenciados comprometidamente calados, José Sócrates vai aguentar-se no lugar... [A Revolta das Palavras].

* Vá lá Zé, se não podes devolver os pendericalhos, ao menos não fales neles!.. [A Revolta das Palavras].

* Eu não sei se cheguei a dizer aqui que li o «Calçada do Sol», o pequeno livro biográfico que o José Gomes Ferreira escreveu... [A Janela do Ocaso].

Uma vida a seguir

* A paródia sobre as habilitações académicas do primeiro-ministro continua, o currículo do mesmo vai sofrendo variações à medida... [A Revolta das Palavras].

* Esta noite, envergonhado enfim de tanta ausência, peguei no «Tempo Escandinavo», o livro que José Gomes Ferreira escreveu por causa da circunstância de, aborrecido com o Direito, ter sido cônsul na Noruega... [A Janela do Ocaso].

* Sentido hoje, memória de um tempo feliz, desse dia ficou apenas esta fotografia... [A Posta Restante].

Aquém do tiro

No livro de contos que entreguei à editora para publicação há um momento em que eu escrevi: «A ideia de escrever um livro e que a escrita de um livro me é possível, surgiu-me hoje assim. A partir daí, desse momento genético primordial, não mais houve sossego em mim. Dei-me na cabeça o tiro da loucura». Talvez por isso eu devesse não o ter escrito: em nome da sanidade alheia, aquém do tiro, perdida a cabeça.

A ficção e o real

Bom dia. Não tenho escrito aqui. Este fim-de-semana estou a finalizar um livro de contos, que será a minha estreia na ficção. Olhando para o tempo que o real me consome, nem sei como é possível ficcionar. Amanhã é o dia das mentiras, por isso apressei-me a vir escrever isto aqui.

Metido no esgoto

No meio de tudo isto deram-me ontem um convite para uma exposição sobre a vida e obra de Ruben A., na Fundação Gulbenkian... [A Janela do Ocaso].

Mudança de dor

Conheci um homem a quem tinham prometido, num momento difícil para si, mundos e fundos de apoio... [A Janela do Ocaso].

Em nome de ninguém

* Por causa da actividade venatória anti tabágica ainda me curo de qualquer maleita hepática que possa ter... [A Revolta das Palavras].

* Há seguramente, escondido nos corredores labirínticos da Polícia Judiciária ou talvez nos cubículos em tabique do DIAP um poeta anónimo... [A Revolta das Palavras].

* Vim passar o fim-de-semana com a ucraniana Clarice Lispector... [A Janela do Ocaso].

O Luna Park

* Hoje é o dia da mulher. Num livro que dedicou à biografia de algumas mulheres escritoras, Maria Ondina Braga diz que escreveu o livro dedicando-o a essas suas companheiras de tantas horas de solidão... [Maria Ondina Braga].

* Eu que levo a vida a rir, só vejo gente triste à minha volta! Pensei nisto e nisto penso em cada hora de sorriso em cada noite de gargalhada... [A Janela do Ocaso].

Uma vida por viver

* Há na canção tradicional com a qual se festejam os aniversários a estrofe «cantam as nossas almas»... [O Ser Fictício].

* Um pedaço incerto de papel, o escorrer da tinta, os primeiros passos na arte... [A Posta Restante].

Alta tensão

O Francisco da Conceição Espadinha, da Presença, editou agora um livro de homenagem ao António Alçada Baptista... [A Janela do Ocaso].

Há dias

Comecei há dias a escrever um livro de contos, um livro de faz de conta. São histórias daquela realidade que poderia ter sido. Escrevendo a metro, serão vinte contos, não de réis, mas dos de embalar, aquele vai-vém indispensável nesta vida frequentemente noctívaga e de insónia diurna permanente.

O jogo de cartas

* Mas é pela ironia amarga que Nogueira Pessoa - como lhe chama o meu amigo que é sábio - melhor exprime a amargura solitária da sua alma enganadoramente múltipla... [A Janela do Ocaso].

* O português encontrou uma forma de esconder o plural «nós» através do individual «ele»... [A Revolta das Palavras].

Transbordante de ser

Interrompi de novo a leitura do livro sobre O'Neill, porque vi, já tardiamente, um livro com cartas do Fernando Pessoa, escritas entre 1916 e 1925... [A Janela do Ocaso].

Ganhos constantes

* O senhor ministro da Justiça, num arroubo literário lembrou-se de dizer, no Centro Cultural de Belém, que o monstro que ameaçava a Justiça está a emagrecer... [A Revolta das Palavras].

* Hoje vem no DN que o senhor declarou 280 mil euros de rendimentos... [A Revolta das Palavras].

Escritos e escritos

Aos possíveis leitores destes meus impossíveis blogs que tenham recebido qualquer circular a propósito dos livros que eu escrevo ou da apresentação dos livros que eu escrevi, e que possam ter ficado com isso melindrados, julgando ser abuso valer-me da sua condição amiga de leitores para, qual vendedor de enciclopédias, lhes impingir a minha escrita, mil perdões se equívoco houve. Um dia em Paris vi um escritor desesperado que passeava um carrinho de bébé atulhado dos seus livros invendáveis, com um dístico comovente «um pai vende os seus filhos». Aqui não é o caso. Se eu fosse janela punha escritos a anunciar «aluga-se». Não o sendo, às vezes acontece assim, venho para a rua fazer «trottoir», a perna ao léu, na mira de que alguém se agrade.

O dia da santa preguiça

* Como já notou quem me lê, se me lê e se gosta do que lê, eu há muito que não escrevo por ter descoberto nada haver mais para dizer... [A Janela do Ocaso].

* Não, senhor PGR, não são os jornais, lamento dizê-lo, onde há jornalistas sérios e impolutos e os não há também, quem fez com que houvesse uma nova ética reprovadora da corrupção... [A Revolta das Palavras].