A Casa

Há muitas palavras que eu nem sabia que existiam na língua portuguesa, outras que se calhar nem existem mesmo: «acartazado» é uma delas... [A Janela do Ocaso].

O dia do orelhudo

* Já compreendi. O fulano, que em entrevista a Maria João Avilez a si mesmo se chamara, «um animal feroz», andava à caça!.. [A Revolta das Palavras].

* Por falar em Páscoa e em coelhos, lembram-se de um tabuleiro de xadrez apreendido na casa do socialista Jorge Coelho... [A Revolta das Palavras].

A saudade transfigurada

* Lembro-me disto, felizmente ainda a tempo, neste momento em que estou a pensar ir dar uma volta, talvez a São Pedro de Moel... [A Janela do Ocaso].

Finalmente, feriado!

* Com a oposição e seus licenciados comprometidamente calados, José Sócrates vai aguentar-se no lugar... [A Revolta das Palavras].

* Vá lá Zé, se não podes devolver os pendericalhos, ao menos não fales neles!.. [A Revolta das Palavras].

* Eu não sei se cheguei a dizer aqui que li o «Calçada do Sol», o pequeno livro biográfico que o José Gomes Ferreira escreveu... [A Janela do Ocaso].

Uma vida a seguir

* A paródia sobre as habilitações académicas do primeiro-ministro continua, o currículo do mesmo vai sofrendo variações à medida... [A Revolta das Palavras].

* Esta noite, envergonhado enfim de tanta ausência, peguei no «Tempo Escandinavo», o livro que José Gomes Ferreira escreveu por causa da circunstância de, aborrecido com o Direito, ter sido cônsul na Noruega... [A Janela do Ocaso].

* Sentido hoje, memória de um tempo feliz, desse dia ficou apenas esta fotografia... [A Posta Restante].

Aquém do tiro

No livro de contos que entreguei à editora para publicação há um momento em que eu escrevi: «A ideia de escrever um livro e que a escrita de um livro me é possível, surgiu-me hoje assim. A partir daí, desse momento genético primordial, não mais houve sossego em mim. Dei-me na cabeça o tiro da loucura». Talvez por isso eu devesse não o ter escrito: em nome da sanidade alheia, aquém do tiro, perdida a cabeça.

A ficção e o real

Bom dia. Não tenho escrito aqui. Este fim-de-semana estou a finalizar um livro de contos, que será a minha estreia na ficção. Olhando para o tempo que o real me consome, nem sei como é possível ficcionar. Amanhã é o dia das mentiras, por isso apressei-me a vir escrever isto aqui.

Metido no esgoto

No meio de tudo isto deram-me ontem um convite para uma exposição sobre a vida e obra de Ruben A., na Fundação Gulbenkian... [A Janela do Ocaso].

Mudança de dor

Conheci um homem a quem tinham prometido, num momento difícil para si, mundos e fundos de apoio... [A Janela do Ocaso].

Em nome de ninguém

* Por causa da actividade venatória anti tabágica ainda me curo de qualquer maleita hepática que possa ter... [A Revolta das Palavras].

* Há seguramente, escondido nos corredores labirínticos da Polícia Judiciária ou talvez nos cubículos em tabique do DIAP um poeta anónimo... [A Revolta das Palavras].

* Vim passar o fim-de-semana com a ucraniana Clarice Lispector... [A Janela do Ocaso].

O Luna Park

* Hoje é o dia da mulher. Num livro que dedicou à biografia de algumas mulheres escritoras, Maria Ondina Braga diz que escreveu o livro dedicando-o a essas suas companheiras de tantas horas de solidão... [Maria Ondina Braga].

* Eu que levo a vida a rir, só vejo gente triste à minha volta! Pensei nisto e nisto penso em cada hora de sorriso em cada noite de gargalhada... [A Janela do Ocaso].

Uma vida por viver

* Há na canção tradicional com a qual se festejam os aniversários a estrofe «cantam as nossas almas»... [O Ser Fictício].

* Um pedaço incerto de papel, o escorrer da tinta, os primeiros passos na arte... [A Posta Restante].

Alta tensão

O Francisco da Conceição Espadinha, da Presença, editou agora um livro de homenagem ao António Alçada Baptista... [A Janela do Ocaso].

Há dias

Comecei há dias a escrever um livro de contos, um livro de faz de conta. São histórias daquela realidade que poderia ter sido. Escrevendo a metro, serão vinte contos, não de réis, mas dos de embalar, aquele vai-vém indispensável nesta vida frequentemente noctívaga e de insónia diurna permanente.

O jogo de cartas

* Mas é pela ironia amarga que Nogueira Pessoa - como lhe chama o meu amigo que é sábio - melhor exprime a amargura solitária da sua alma enganadoramente múltipla... [A Janela do Ocaso].

* O português encontrou uma forma de esconder o plural «nós» através do individual «ele»... [A Revolta das Palavras].

Transbordante de ser

Interrompi de novo a leitura do livro sobre O'Neill, porque vi, já tardiamente, um livro com cartas do Fernando Pessoa, escritas entre 1916 e 1925... [A Janela do Ocaso].