A presença insuportável

* Agora que um Governo ameace quem reclama fiscalmente de lhe quebrar o segredo bancário, é mais do que uma imoralidade... [A Revolta das Palavras].

* Os contemporâneos de uma tal alma deveriam sentir-se envergonhados... [Maria Ondina Braga].

Ainda não fui à praia, mas hei-de ir!

* Um dia calha perguntarem porquê, sem darem conta que não se lhes respondeu.. [O Ser Fictício].

* O problema é saber se cada tribunal fala por si se, concertadamente, através do Conselho. Vendo esta lei, conclui-se que, pelos vistos, através do Conselho é que não falam... [Patologia Social].

* Andei à procura de um livro. Sabia que era edição de autor... [A Revolta das Palavras]

À conversa com

* Isto foi assim visto em 1902, num Portugal eterno nas virtudes, perene nos defeitos... [A Revolta das Palavras].
* O Governo conseguia levar a sua a bom porto. No dia 8 de Janeiro, eram tornadas públicas três propostas de lei. Alberto Costa que no início do seu cargo viu a cabeça a prémio, prosseguia a sua corrida pelo corredor da morte, mostrando, sob a batuta autoritária do primeiro-ministro, que quando os Governos querem, fazem!... [Patologia Social].
* Todos os seus escritos manifestam a visão psicopatológica, nele quase obsessiva, enquanto explicação para a complexidade do ser humano e da errática sociedade... [Posta Restante].
* Foi no dia 6 deste mês que estive, na Antena-1, à conversa com o Pedro Rolo Duarte, sobre a blogoesfera. Para que eu próprio não me esqueça como é que se chega lá, no labririnto que é o «site» da RTP, aqui fica: é aqui!

Amanhã vou de bote

* Como naquela escrita tão íntima perpassa o amor que ele nutria pelo irmão António José, que lhe ganhou a dianteira no caminho para a morte!... [A Janela do Ocaso].

* Sabendo que os oito meses e os doze meses de duração máxima dos inquéritos penais de arguidos livres, são um mero pro forma, bom para exibir em colóquios internacionais a ouvintes crédulos, seria interessante saber qual a idade desses inquéritos mais «antigos»... [Patologia Social].

* À atenção da Câmara Municipal de Lisboa, ao cuidado do departamento de urbanismo... [A Revolta das Palavras].

* Lembrando, ao citá-la, uma frase de um conto do meu livro «Contos do Desaforo»... [O Ser Fictício].

* Estamos num país em que manda o Estado com suas leis, mandam as as corporações com os seus regulamentos. Só isso, que é nosso, dá para pensar... [Geometria do Abismo, lembrado no Patologia Social]

* Eis pois, fruto desta escavação arqueológica pelo Código Civil, um dos alicerces de uma filosofia jurídica portuguesa, a perenidade civil das «normas corporativas» [Geometria do Abismo, segunda parte de uma reflexão, noticiada também no Grano Salis].

Amanhã vou à praia! Juro!

* O quadro é da Elisa Maria Sousa. Chamou-lhe «Geometria do Abismo», em homenagem amiga ao blog do mesmo nome... [Posta Restante].

* Ninguém acredita na individualidade da pessoa, na liberdade do ser, no improvável da conduta humana [A Revolta das Palavras].

* Valeu a pena ter ido lá, encontrar a mordedura do ofídeo psicológico que me mordeu e que nem as férias conseguem curar... [Geometria do Abismo]

* Nada como uma boa jantarada para fazer esquecer a azia de uma má almoçarada [Patologia Social].

Em obras

* Com tanta aceleração, continuamos sem Código. O ministro ao mesmo tempo que acelera, carrega na embraiagem. Só pode! [Patologia Social, recordando Novembro de 2006].

Um extraordinário livro

* Acabei de ler um extraordinário livro que sendo sobre o culto do chá é, afinal, uma escola de vida... [A Janela do Ocaso].

* Uma mão amiga fez-me chegar poemas do José Gomes Ferreira. Um deles é precisamente sobre a arte de saber morrer com aquela mansidão alva de quem se vai de consciência tranquila.. [A Reciclagem do Ser].

Regressado a Sul

* Lembrei-me disto, no comboio descendente, de Entrecampos a Loulé... [A Revolta das Palavras].

* A agência Lusa, citando relatório do Conselho da Europa, mostra que o nosso país tem «12,8 advogados por juiz». Maior desproporação só em Aljubarrota, de facto!... [Patologia Social].

* Vem isto no site da Biblioteca Nacional, a propósito de uma exposição documental sobre Jorge Dias... [A Janela do Ocaso].

* O meu amigo sábio disse-me um dia que a obra que fica é aquela que eu não renegar após uns anos de edição. Oxalá os anos passem depressa... [O Ser Fictício].

Uma surtida à capital

* Os Zarcos, os Gamas de hoje enfrentarão os Adamastores contemporâneos de escafandro! [A Revolta das Palavras].

* A abertura progressiva dos arquivos russos é uma realidade, embora por vezes aparente para o investigador ocidental... [O Mundo das Sombras].

Fogo de artifício

* Ou estarei neste modo de dizer já patologicamente autotélico?... [Espantosa Língua].

* Reencontrei no arquivo da RTP2 o vídeo de uma entrevista, dada em 16 de Fevereiro de 2007, a Paula Moura Pinheiro, em conjunto com o Francisco Teixeira da Mota... [O Mundo das Sombras, em obras de arrumação].

* A minha próxima iniciativa vai ser uma conferência em Setúbal sobre o agente checo Paul Fidrmuc, cognome «Ostro»... [O Mundo das Sombras].

* O infiltrado tem de ser alguém com valores e honesto mas que, para se infiltrar, e não se revelar junto do meio onde se infiltrou, tem de parecer o contrário, tem de praticar actos que não são os de quem tem valores e é honesto [Patologia Social].

Tirando férias de mim

* Há um semanário que explica hoje aos leitores qual vai ser a minha linha de defesa num processo em que sou advogado... [A Revolta das Palavras].

* E eu que tenho andado todo o ano pelo Parque das Nações à procura da Boa-Hora, por causa de um julgamento criminal, e não a encontro?... [Patologia Social acerca do ano judicial, agora interrompido].

* Eu sou Advogado e apesar de tentar levar a vida com bonomia, vivo num mundo de gente cinzenta.. [A Revolta das Palavras].

* Como, nos termos da lei, as afinidade se não quebram com os divórcios... [A Janela do Ocaso].

* Por uma noite imaginei-me um escritor de sucesso com público certo e dormida garantida... [A Revolta das Palavras].

O equívoco

* No sistema de geometria não-euclidiana, a menor distância entre dois pontos é uma curva. O país forense desconfiou que, ante esta conversa, estivesse a ser levado numa... [Patologia Social].

* E decidi-me, agora que o ano judicial interrompeu para balanço, fazer uma retrospectiva, lenta, do que foi e como foi, mês a mês o país legal... [Patologia Social].

* Toda esta grandeza ocorre na pequenez do ser individual, como a infinitude do cosmos num átomo de vida, o todo em tudo, o indizível no já dito... [
O Ser Fictício].

O tempo real

Gravei esta tarde, pelas quinze horas uma entrevista ao Pedro Rolo Duarte. Ali estávamos os dois, numa tarde quente de quinta-feira, num estúdio da Antena 1. Ele disse-me «bom dia», eu retribui-lhe com um «muito bom dia».
É que a entrevista sairá domingo, pelas onze, e haveria que fingir que estávamos em directo. Fingimos, pois, convictamente.
Chama-se a isto na radiodifusão «tempo real», simular para o ouvinte que o passado está a contecer no seu presente.
Vim a pensar nisto, no espaço virtual desta escrita, no tempo convencional da conversa sobre ela. Resta apenas serem imaginários os leitores de hoje, sonhados os ouvintes de domingo, para estar completo o aparente. A entrevista radica no facto de eu ter quinze blogs. Como os tenho, eu também, em tempo real, quem sabe, domingo talvez sejam dezasseis!

Lua descendente

* Debruçado sobre si e a si dedicado, um homem escrevera este bilhete, sem razão, nem motivo, ou sequer o pretexto de uma intenção... [A Posta Restante].

* Através dele e da sua delicada escrita, abeirei-me do sublime, em silenciosa reverência... [A Janela do Ocaso].

Dia de descanso

* A morte de Mozart é talvez o facto que traz com maior expressão para a dimesão pública universal a ideia de um lugar de entrerramento colectivo e não individualizado a marcar a diferença entre os endinheirados e os mendigos... [A Reciclagem do Ser].
* Chegado ao fim do ano é tempo de exames. Um dos que foi chamado a prestar provas foi este blog. Saíu de lá chumbado, a cadeira arrastada para a época de Setembro!.. [Patologia Social].
* Não tendo morrido por um ideal alheio, aprenderam a viver por uma conveniência, a sua... [A Revolta das Palavras].
* É que nestas linhas está o princípio e o fim da sua biografia aparente... [Maria Ondina Braga].
* Estar morto é, por isso, um meio apenas de possibilitar essa reciclagem do ser sem a qual tudo seria eterna e monotonamente igual [A Reciclagem do Ser].

Um dia de Verão

* Não subsiste nem nunca existiram pois quaisquer «dívidas» da senhora em relação à minha pessoa... [Ordem na Ordem].

* É esta a minha declaração de interesses, poso provar o que afirmo... [Ordem na Ordem].

Servente de escrevente

Ter vários blogs, muitos blogs, não quer dizer escrever neles todos os dias. Às vezes falta o tempo, outras vezes a disposição, quantas o assunto! Se tudo isto serve de desculpa para eu não ter posto os pés aqui, ei-la. No mais, a blogoesfera ou é um espaço de liberdade ou não existe. Um dia li uma entrevista do Lobo Antunes, o António, em que ele dizia que escrevia não sei quantas horas todos os dias e começava logo com umas não sei quantas para «aquecer a mão». E mais: tinha alugado um sítio, que seria algo como uma armazém, onde se sentava qual amanuense da sua escrita, amarrado ao moinho da sua produção literária.
Diga-se que fiquei vivamente impressionado com esta condenação à galera das escrituras.
Escrever por obrigação equivale à expressão «fazer as necessidades», às vezes em sentido literal, diga-se.

Regressado do Bonfim

* Lentamente vamos encerrando a sociabilidade indiferente... [O Ser Fictício].

* Uma mulher que assim pensa, entrega-se à vida, para que ela lhe esgote o ser... [Clarice Lispector].