* Extraordinário não é? É isto a moralidade em vigor. Assim, com as coisas dos outros, a usar à farta e a pagar ao preço da casa também eu equipo as minhas polícias!... [Patologia Social].
A acordar pelas 04:45, a deitar-me pelas 02:30, a viajar de comboio para cá e comboio para lá, a comer em pé e a dormir sentado, a estar um dia em tribunal e o resto fechado a trabalhar, quando regressava a casa num táxi ontem pela noite, ao passar pelo Rossio perguntei: «tanta gente na rua?». O homem com o espanto de quem olha para quem vem de outro mundo disse-me, entre o incrédulo e o trocista: «a do costume».
Vem isto a propósito para dizer que estive fora, no outro mundo.
* O Governo arranjou enfim o ariete legislativo que arromba os muros do próprio caso julgado judicial. Há advogados contentes sem saber a sorte que os espera... [Patologia Socia])
* Não existe uma punição exemplar para o mau profissional, que age com desídia, desleixo ou incúria, no trato de uma demanda judicial [isto, no Brasil, como digo no Patologia Social].
* Casos houve em que o arguido conseguiu libertar-se da pulseira que apôs num gato!.. [continuam os comentários ao CPP no Patologia Social].
* Madalena, dez livros? Mil livros na Biblioteca Labiríntica do Borges, cego e genial, a infinita biblioteca do existir... [escrevi isto aqui, porque me pediram me falaram nos dez livros que me marcaram].
* «Gostava intensamente de viver», diz Urbano Tavares Rodrigues, numa entrevista em que, tranquilo e pacificado, assume que tem «um tempo de vida muito limitado»... [A Reciclagem do Ser]
* Visto o histórico, esta proclamação amável para com os arguidos, poderá ser mais uma ilusão, a juntar a outras, em que a jurisprudência real não acompanhará a reforma virtual [Patologia Social, em comentário que agora se inicia ao novo CPP].
* «Le mató la vida. Y al matarse, dió vida a la muerte»... [A Reciclagem do Ser].
* Ando à procura de uma escada que seja alta na medida suficiente para me permitir alcançar a parte superior da estante dos meus livros... [A Janela do Ocaso].
* O sobrepunir é sempre um expediente fácil, demagógico e que serve para os políticos mostrarem à população que o problema está resolvido... [Patologia Social].
* Agora vi que, ante a anunciada, propalada e inesperada saída do país de um casal sobre o qual se diz o que se diz, PJ inclusivé, o mesmo alto magistrado «soube pela televisão» [Patologia Social].
* Ante a ausência de normas reguladoras da matéria do caso julgado em geral, ao contrário do que se passava no domínio do CPP de 1929, não havendo asssim preceitos legais que enquadrem um aspecto nevrálgico para a segurança jurídica e para a paz dos julgados, não integrará tal omissão uma forma de inconstitucionalidade?... [Patologia Social].
* Ridículo, ofensivo, o advogado doente a ter de trabalhar, hipócrita um sistema em que o juiz compreensivo tem que se violentar a arranjar um motivo para que o acto processual não ocorra, respeitando a ausência do advogado que compreendeu ser justa na razão e verdadeira no motivo... [Patologia Social].
* Ora se o PGR falasse, não sobre o que, não tendo cara, parece que nem é... [Patologia Social].
* Se não houvesse um blog chamado «interrupção voluntária da estupidez», arriscava arrepender-me ... [O Ser Fictício].
* O facto de se dizer do «ladrar» dos cães, «o ladrido dos cães»... [Espantosa Língua].
* E depois é aquela preocupação obsessiva de, quando se gosta de um autor, querer ler tudo o que ele escreveu... [A Janela do Ocaso].
* Levantei-me cedo e tomei em mãos o «Passagem do Cabo», um dos seus livros auto-biográficos e nele encontrei a frase «isto de contar a vida é sempre mais triste do que vivê-la... [Maria Ondina Braga].
* Posto isto, ontem não escrevi. Porquê? Porque vim na CP onde a linha telefónica é como aqueles sutiãs... [A Revolta das Palavras].
Estou em Braga por causa de um livro. Primeiro foi uma ideia, agora uma esperança. Nada mais parece ter importância. nenhuma outra escrita ou pensamento. Cheguei há pouco, no comboio das dez.
* Ou então, esperem cá, ainda há pior: será que para a banca um assalto passou a ser algo de naturalmente despreocupante?... [A Revolta das Palavras].
* A CP está um prodígio tecnológico de vender impressoras! A jactos de tinta, em esguicho, que um tipo passa-se com esta gente e com este país... [A Revolta das Palavras].
* O blog da candidatura ao Conselho Superior da Ordem dos Advogados foi actualizado. Ver aqui: Ordem na Ordem.
* Claro que a reforma do processo penal tinha de entrar em vigor em concomitância com a do Código Penal, que tardava em aparecer... [Patologia Social].
* Faz sentido para quem se habitua à estranha lógica jurídica: o Direito prevê ali o que parecia negar aqui... [Patologia Social, a propósito de um acórdão TC sobre o crime de difamação].
* Há os colocados em lugares, que se mantêm onde estão, os transferidos para lugares de onde não saem... [Patologia Social].
* A Polónia foi o primeiro país a enfrentar a Guerra decretada por Adolph Hitler. Comemora hoje, dia 1 de Setembro, 68 anos desse trágico acontecimento. Dias depois o país era invadido pela URSS [O Mundo das Sombras].
*Ainda diz a Consitituição que as decisões dos tribunais prevalecem sobre as de todas as outras autoridades! [Patologia Social].
* Se calhar esta minha ciência de leitura é a expressão de uma refinada estupidez... [A Revolta das Palavras].
* Agora uma coisa é certa! Na banca, não desobedecerás ao senhor teu criador!.. [A Revolta das Palavras].
* É curioso o que está a surgir em torno da possibilidade de divulgação jornalística de escutas telefónicas. Sobretudo a falta de lógica nas críticas... [Patologia Social].
* «P. S. Como há quem note tudo na vida dos outros aqui vai! Troquei de carro. O que agora tenho tem a vantagem de ser mais novo, a desvantagem de ser um modelo mais modesto. [actualização feita à declaração de interesses no «blog» da candidatura ao Conselho Superior da OA, Ordem na Ordem].
Chamo-me José António Barreiros. Nasci em 1949. De vez em quando reformulo este blog que criei em Fevereiro de 2006. Começou por ser o único lugar onde escrevia, aos poucos foi-se tornando numa espécie de memória do que vivia. Para além disso, na lateral fiz constar a actualização dos blogs que subsistem ante os vários que criei e uma explicação da razão de ser de cada um. A diversidade não é um dom, sim uma tragédia que se tenta viver com ironia como uma farsa, cómica menos o parecer em excesso ridículo pelo horror ao banal, trocando tristeza por carinho.
Toda a biografia é uma ficção em que o autor é intérprete da sua personagem. É este o teatro da vida. Por isso esta escrita neste local não tem a vaidade de ser uma auto-biografia, pois para tal era necessário ter grandeza. É apenas um caderno de apontamentos de viagem. Alguns dos textos vieram do fundo das gavetas da memória, já escrita.
À medida que leio o que os outros escrevem sobre os defeitos alheios sinto pudor em não contar os meus horrores. Ser são, naquele sentido em que a decência de alma conta, tem sido uma processo diário de luta contra a adversidade, a começar pela interior, tantas vezes posta à prova.
Tomara que não existisse a íngreme vereda do desnorte a precipitar a queda, a parede gélida a que encosto a cobardia da indiferença. Seria como tantos herói na planície soalheira e bondosa em que os vejo viver. Loquazes, pontificais.
Aos 65 anos peço à vida a generosidade de me permitir encontrar modo de reparar o mal que à vida fiz.
Talvez por isso tenha mudado o perfil que acompanhou este espaço privado: a necessidade de nascer por mais algum tempo.
Porquê o plural na unidade?
Não sendo um desdobramento de personalidade, nem uma heteronímia, a pluralidade de blogs só pode ser a arrumação do meu ser em várias gavetas, uma tentativa de ordem no caos. Alguns são óbvios pelo título, como os que dedico escritores comoIrene Lisboa, Maria Ondina Braga, Clarice Lispector e Afonso Lopes Vieira. De outros infere-se o motivo pelo nome, como A Revolta das Palavras, onde fala o cidadão, preocupado com o destino da Nação que para si é Pátria e está hoje à mercê do Estado, ou o Patologia Social, onde escreve o jurista, não o Advogado, pois esse tem o dever de reserva e não se serviria deste lugar como bancada de pretório nem como esconso de lobby. Há blogs que resultam do meu envolvimento com a Literatura e com as leituras em geral, como aquele que se chama com parte do meu nome, o António Rebelo da Silva, ou A Fantástica Livraria - lugar de alfarrábios. Outros são escrita própria, como A Velha Mansarda, diário ficcional de uma criatura que poderia ser um outro eu, ou As Muralhas do Silêncio, ou o Passeio pelo Parque, que oscilam entre a prosa poética mais extensa ou o pequeno apontamento como se de pequena crónica se tratasse. Criei um blog por causa do meu envolvimento na escrita sobre a guerra secreta em Portugal (1939-1945), o 24 Land, ou sobre o esotérico, como O Culto do Oculto, ou sobre a lei do eterno retorno, razão da vida e do renascer envelhecendo como A Reciclagem do Ser. A Espantosa Língua é um blog de surpresa ante uma língua, a nossa, que não pára de nos abismar à medida que a conheço. A Geometria do Abismo, dediquei-o à filosofia portuguesa. Acrescentei outro para a minha leitura da obra de Dalila Lello Pereira da Costa. A nova faceta deste blog começou quando criei, como lugar biográfico dois blogs: um, a que chamei O Ser Fictício, que é afinal o interior do ser real, outro, A Provisória Translação, em que iam surgindo, esparsos, momentos do que vi viver. Talvez se tenham esgotado na intenção. Claro que há mais. Como me atrevi a editor há um que não listei na lateral, talvez por pudor, o Labirinto de Letras, que tem site próprio, aqui. A multidão de blogs gera a ilusão de frequência reiterada e de tempo ilimitado. O real mostra que assim não é. Escreve-se como se vive, com intermitências e arranques, letargias e tempos de espera.
Tive blogs que apaguei, por raiva ressentida, por dor sincera, sem razão. De alguns ficaram sobejos recolhidos como sacos em armazém à espera de um dia.
Num espelho estilhaçado
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Em Comala, há mortos que nunca realmente morrem e vivos que nunca realmente
vivem.
Há um filho que chega, para pedir satisfações a um pai ausente, por
p...
Criminalística e Literatura
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*Publiquei-o no meu blog A Fantástica Livraria, dedicado a notas de leitura
[ver o blog aqui]. A natureza do tema sugere-me que o copie neste espaço.*
Foi...
SITE
-
*Este blog encerra aqui. No futuro consulte o nosso site [em construção]
aqui*
*+*
*This blog ends today. Please see our site [in progress] here*
Triste Charneca
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É quase a findar o volume dedicado à Estremadura, Alentejo e Algarve do *Guia
de Portugal* que em 1927 por coordenação de Sant'Anna Dionísio a Biblioteca
...
Eugénio sobre Irene
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Leio a entrevista que Eugénio Lisboa concedeu ao *JL* desta semana. E
pergunta-lhe Luís Ricardo Duarte: «Que autor gostaria de ver mais
valorizado hoje em...
Tempo de confissão
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Ainda a SEMA, agora a n.º 4, o texto de Maria Ondina Braga e o desenho de
Margarida Madaíl.
«Querida Isa: Invento-te aqui, agora, às onze e meia da noite...
Um outro e novo ivro
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Nunca se tem todos os livros de todos os escritores, nem todos os livros de
escritor de quem se julga, por tanto gostar, ter tudo quanto publicou.
Humilde...
Excerto de tempo
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Abatera-se o cansaço e com ele o desalento. A vida parecia condenada ao
confinamento, a liberdade de querer restringia-se àquele recanto em que
revivia o ...
Equação de incógnitas
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A transcendência é inquietação e quietude. Indefinível por natureza,
conceito inapreensível por aqueles que de tudo querem a posse.
Em alguns, surge da ago...
Todo o Portugal é galego
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Comecei a ler, como amiúde faço, pelo meio, com surtidas às folhas do
início, depois a percorrer na íntegra uma entrevista, concedida pelo autor,
em 1932,...
69 anos depois
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Há um tempo real e o do calendário, o do relógio. Tendencialmente estes
dois são o tempo do Cosmos, suas fracções.
A irrealidade decorre, porém, de não sab...
Viva, sempre viva!
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Fui juntando quantos livros seus conseguia e faltam tantos. Soube agora,
casualmente, pela *Capela Arraina*, que lhe foi conferido o título
académico de d...
Exaltação! Congresso, já Domingo
-
Exaltação do espírito, chamada das origens. Um Congresso, já este Domingo,
no Porto, dedicado à sua obra. E eu arredado dela, há tanto tempo por
retomar a...
Regresso às origens!
-
Comecei a minha vida no ciberespaço precisamente aqui na *Blogger* e com
este blog. Hoje o mundo das redes sociais desdobra-se em variantes
múltiplas. O f...
Casa arrumada
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Decidi-me hoje. Mantinha dois *blogs* com notas de leitura, ambos criados
em 2009. Um, este, que tem como título parte do meu nome - o que por vezes
foi ...
Dr. Fischer e Franz Schubert
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Foi neste blog, no dia 13 de Julho de 2005 que comecei a escrever sobre
livros, os que lia, os que gostaria de ler. Depois criei um outro espaço
que é part...
O "aggiornamento" dos clássicos
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Já tinha visto isto há tempos e tinha-me disso esquecido. Andrés Trapiello
decidiu-se a "traduzir" para castelhano actual o Don Quijote. Miguel
Cervantes...
O tempo e o sussurro
-
Acordei rompante de alegria e ronronante de preguiça. E estava frio, muito
frio. E diz o calendário que acaba o ano e na rua, ao Sol, os humanos
locomovem...
A fonética e uma revolução social
-
A foto vinha no muito interessante suplemento de fim-de-semana do *Jornal
de Negócios*. Os portugueses chamavam-lhe foneticamente os gelados
"Esquimó", m...
O Encontro
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Em qualquer momento
a criatura, olhando-se reflexamente,
surpreende-se
ao descobrir,
como se ante a maravilha e o espanto
no outro a sua própria evidên...
Vae victis!
-
Ao horror dos campos de concentração nazis junta-se agora a vergonha
escondida do que sucedeu depois, do lado dos "bondosos" Aliados. Liberta
das mordaças...
O florir da vida
-
Surgido como se de um pesadelo, não é a ideia do fim mas do findar-se, o
degradante exercício de como encontrar dignidade da indignificação que nos
perse...