Só falta hoje

* Há um provérbio que diz que não há fumo sem fogo... [A Revolta das Palavras].
* E se uma pessoa decidisse, no lugar onde vive, antecipar a chegada do Ano Novo, dando o champanhe por já bebido, as passas por comidas, e prescindisse das serpentinas, dos confetis, das idas a lugares onde se ri? E se uma pessoa que já nem se lembra que as festas se festejam, decidisse dar por findo o festim? Julgam que seria uma tristeza? Não seria! A vantagem de se adiantar o relógio é o de renovar a esperança, atrasá-lo siginifica prolongar a ilusão. É isso o que traz de funesto as baladas da meia-noite, a enganadora ideia de que uma folha de calendário marca a diferença numa vida.

* Ao terminar o ano civil, o ministro da Justiça tem razões para estar contente, cercado de pessoas que parecia não conseguir tornar felizes... [A Revolta das Palavras].

O penúltimo dia

* «O Banco de Portugal era uma instituição privada, que obedecia ao Governo». Assim sucedeu no tempo em que Alves dos Reis praticou a sua burla... [A Revolta das Palavras]

Este blog

... este blog é um lugar onde desaguam todos os outros blogs que aqui encontram a sua foz...

A queda

Vou em frente no livro, lerei todos os livros, mesmo quando, já me preveniram, ele muda de estilo [A Janela do Ocaso].

O que queres tu?

* Morreu no dia de Natal. Três meses depois, ladrões roubaram o corpo... [A Janela do Ocaso].

* Nunca antes, ecoando na minha dormência, me pareceram terem ecoado tão longe e tão profundamente, no silêncio do Natal.. [O Ser Fictício].

* Mas não desisto e hei-de lê-lo todo! Hoje não, porque é Natal e o Menino Jesus, coitadinho, é inocente e tem a vida toda para aprender com os romanos impropérios e com os filisteus outras obscenidades... [A Revolta das Palavras].

O leitor de domingo

Lorenzo, homónimo do «Magnífico», lembra a ingratidão de Florença em relação aos seus, que a eles tanto deve pelo mecenato e pela generosidade sem os quais ela mais não seria do que uma cidade como a de uma província qualquer... [A Revolta das Palavras].

O colibri azul

* Para os que, ingénuos, pensam que as novas leis mudam os velhos hábitos, é só para deixar um aviso [Patologia Social]

Regressado da montanha

* A Otálora foi permitido, antes de o matarem, dentro da sua própria lei, a da bala, viver o mando e o triunfo [A Janela do Ocaso].

Sob condição

* «É da sorte de quem ama/ Ouvir violinos até na lama»... [A Provisória Translação].

* Abriu na Rua Augusto Gil 15-B, junto à Av de Roma, uma livraria... [A Janela do Ocaso].

* O Governo fez alterar o Código de Processo Penal, alterou o regime das custas judiciais e, por causa disso, alterou outra vez agora o Código de Processo Penal que tinha acabado de republicar, por tê-lo alterado... [Patologia Social].

Dia de rancho

* A blogoesfera é um espaço de devaneio público, um local de sentimentos secretos... [A Provisória Translação].

* Vi isso tudo, passeando pela blogoesfera esta manhã de sol quente em dia frio... [A Provisória Translação].

* Para esses colegas, que estão felizes com «o seu código», esquecendo que esta legislação faz parte de uma estratégia governamental de combate aos privilégios das corporações, que foi assumida pelo partido no poder e nunca desmentida pelos seus actos, aqui vai.. [
Patologia Social].

Uma questão de hidráulica

É por causa disso que de quando em vez perco tudo, mais do que perdia: a paciência por exemplo, sobretudo... [A Janela do Ocaso]

De costa direita

* Segura, sem excessos de afirmação vocal, progredia em sonoridades densas, os imensos olhos negros como se cravados no infinito da glória... [A Janela do Ocaso].

* Não «pedi» para não ser empossado pelo Bastonário eleito... [Patologia Social].

* Houve um leitor que, com amabilidade, me deu conta de se ter chocado, ao ver-me usar a expressão «compulsivo maledicente» a propósito do escritor Jorge de Sena... [A Revolta das Palavras].

Tratos de polé

* No meio da saleta assim improvisada, a cadeira, como a de barbeiro, só que dentes em vez de cabelos arrancados ali e à força de torquez... [O Ser Fictício]

* Um dia acorda-se a pensar de quantos adjectivos é feita a nossa indiferença... [A Janela do Ocaso]

Silêncio imposto

Uma avaria grave no computador, a juntar-se a outras contingências, e eis o silêncio imposto. Recolhido eu também ao estaleiro, uso hoje um computador emprestado, para com data de ontem dizer que não estive cá.

Hugo Bernardo

* Eduardo Ribeiro, um irmão a cuja seriedade eu devo não ter ficado enforcado na corda da infâmia naquele Oriente fatal... [A Janela do Ocaso]

* Talvez este verbo não se possa conjugar assim, pronominalmente... [Clarice Lispector].

* O «site» do Tribunal da Relação de Lisboa está em remodelação... [Patologia Social].

* Banalizou-se o beijo... [A Janela do Ocaso].

* Mas hoje, é o dia dos teus anos, meu rapaz... [A Posta Restante].