Os meus livros

Com destaque, diz o crítico que um dos «contras» do meu livro é «demasiada confiança depositada em rumores»... [O Mundo das Sombras]

República

Podia ter escrito sobre a República, mas lembrar-me-ia desta República. Além disso, era feriado. E eu estava cansado de trabalhar.

Dia de revisão

* A princípio irritei-me por fazer tantos erros ao escrever... [O Ser Fictício]

* Só a noite passada venci, voltando a ler, a minha dúvida... [A Janela do Ocaso]

* O carro tinha de ir necessariamente à revisão... [A Revolta das Palavras]

Todos e nenhum

Há dias para esquecer outros para não lembrar. Passemos, pois, adiante. Um dia perguntaram-me «para que tem tantos blogs?». A resposta está à vista: «para ter o supremo gosto não escrever em nenhum, ora essa!»

Despertar às sete

* Com uma notícia destas, nasce pela certa um movimento cívico, uma outra esperança nova!.. [A Revolta das Palavras]

* É um daqueles livros que se desejam intermináveis... [A Janela do Ocaso]

A angústia

Ficou definitivamente enraizada esta angústia - ia eu a escrever angústia - quando passa um dia e não escrevo. Ia a escrever angústia e deixei a palavra angústia. Depois lembrei um artigo do Padre Manuel Antunes, jesuíta, cujas obras a Fundação Gulbenkian compilou. Tinha estado ontem com um desses volumes na mão. O artigo chama-se Aspectos da ansiedade contemporânea. A angústia é, ao lado da inquietude, da ansiedade, da revolta, do exílio, do absurdo, da náusea, em suma, de todo o léxico existencialista, uma realidade subjectiva estranha a si mesma, o homem desabituado de si, disse-o na Brotéria em 1966.